*Ensaio q eu fiz qndo cursava o 4° período de Jornalismo.
Como uma pessoa deve cumprimentar pela primeira vez alguém cuja personalidade já lhe é, parcialmente, conhecida? Com um beijo? Um abraço? Ou um aperto de mão? O que dizer agora, quando finalmente estavam face a face?
Esse deve ser o dilema de muita gente diante de um encontro concebido nos “chats”, salas de bate-papo na internet que permite homens e mulheres, jovens e adultos estabelecer um intercâmbio comunicativo, estando ou não residente na mesma cidade, estado ou país.
Desde os tempos mais remotos, o homem tem procurado meios para se comunicar e relacionar-se com os outros. A internet é mais um desses meios que desencadeia uma teia de relações que promete revolucionar os segmentos sociais cristalizados pelas formas convencioneis de encontro entre as pessoas.
Em 1996, o número estimado de usuários no país era de 170 mil. Pelo menos no Brasil, era um meio restrito. "E cheio de pessoas esquisitas. Hoje, são 11,7 milhões só entre usuários domésticos. Todo mundo está lá. Tem gente que faz cursos a distância, metade dos meus amigos tem blog (espécie de diário na internet) e, se alguém diz que não tem e-mail, soa como um alienígena. Estranhos, agora, são os outros. A vida está acontecendo na web".
"A explosão da internet não fez apenas com que pessoas viciadas em computador perdessem o estigma de nerds. O fenômeno está provocando uma verdadeira revolução no modo como as pessoas se relacionam. O Orkut (site que leva o nome de seu criador e que somente pessoas convidadas por usuários são cadastradas) congrega 1 milhão de usuários, o número de casais que se conhece em chats é crescente e sites de namoro já são absolutamente normais".
Porém, os mais críticos no assunto encaram essa questão como uma ilusão emocional. O medo do ser humano atualmente de ir para o tête-à-tête, encarar uma relação verdadeira e que a internet, só serve para conversar, trocar idéias. Mais do que isso, as pessoas acabam inventando mentiras, personagens.
Talvez a dificuldade de relacionamento pessoal, isolamento físico e a solidão esclareça o estabelecimento dos relacionamentos virtuais, como explicam alguns psicólogos. A internet entra como uma solução nos casos de timidez, do receio pessoal de se relacionar através do contato direto, é uma forma de superação, desabafo.
Mas, engana-se quem acha que esses encontros às escuras são concernentes dos feios, “nerds” e mais desinteressante dos indivíduos. Pelo contrario, pesquisas mostram que pessoas bonitas, bem sucedidas profissionalmente, conteúdo qualificável, ou seja, razoável intelecto e senso de humor representam uma parcela expressiva nessa equação amorosa.
São exemplares femininos e masculinos cujo problema é a falta da linguagem não verbal, a “energia”, ausência de apelo sexual, de energia feminina e masculina.
Participam também desse grupo "as pessoas que atraem muita gente, mas não exatamente o tipo de parceiros que gostariam de atrair. Bem como, garotos e garotas extremamente belos, com inúmeros admiradores e pretendentes mas que não se contentam com 99,9%, onde a internet é mais uma opção de busca ao conjugue perfeito".
O homem passar da convivência à televivência (vivência à distância = tele) foi produto da modernidade e sofisticação dos meios de comunicação em favor de seu próprio benefício e conveniência, estabelecendo formas mais complexas e diversificadas de relações humanas. Onde a procura da entrega àquela emoção poderosa, maravilhosa, sagrada, mais frágil, chamada amor, perpetua-se. Seja através dos computadores ou pelas formas convencionais de iniciar uma relação, nada substitui um olhar, um beijo, um abraço, um carinho.

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